A Anthropic, empresa que desenvolve e oferece o Claude, acabou de publicar um incrível guia sobre Skills. Aqui está um resumo do que você precisa saber.
Skill é basicamente uma pasta que ensina o Claude a lidar com tarefas específicas. Você ensina uma vez e pronto, funciona sempre. Acabou aquela história de ficar explicando tudo de novo a cada conversa.
E skills não são exclusidade do Claude. Elas foram publicadas como um padrão aberto, então dá pra usar com outros Agentes de IA, como o OpenClaw, por exemplo.
Pensa assim, de forma bem direta:
O MCP dá ao Claude acesso às suas ferramentas. As skills ensinam ele a usar essas ferramentas de forma correta. Um sem o outro fica pela metade.
O guia divide tudo em 3 casos de uso:
- Automação de fluxos de trabalho — Sabe aqueles processos que precisam rodar sempre do mesmo jeito? Uma skill consegue puxar o status do projeto, avaliar a capacidade do time e criar tarefas sem você precisar ficar guiando o Claude passo a passo toda vez.
- Turbinando o MCP — Seu time tem anos de conhecimento acumulado sobre como as coisas devem funcionar. Uma skill captura essa expertise pra que o Claude lide com os casos mais complicados do mesmo jeito que o melhor membro do seu time faria.
- Criação de documentos — Todo time tem padrões de como apresentações, código e designs devem ser. Uma skill permite que o Claude siga esses padrões sem você precisar colar o guia de estilo em toda conversa.
A configuração é mais simples do que parece:
Tudo que você precisa é de um arquivo SKILL.md com alguns metadados estruturados no topo. Scripts, templates e documentos de referência são opcionais.
Dois campos nos metadados fazem toda a diferença:
name — em letras minúsculas com hífens, sem espaços nem maiúsculas.
description — o que a skill faz + frases específicas que devem ativá-la.
O guia apresenta 5 padrões que funcionam de verdade:
1- Orquestração sequencial de fluxos — Processos que precisam acontecer numa ordem fixa, tipo onboarding de cliente ou deploy de um serviço.
2- Coordenação entre múltiplos MCPs — Quando seu fluxo passa por vários serviços, como design no Figma ou atualizações no Slack. Uma skill amarra tudo isso.
3- Refinamento iterativo — A skill valida o próprio trabalho, identifica problemas e refina o resultado antes de entregar pra você.
4- Seleção inteligente de ferramentas — O Claude escolhe a ferramenta certa automaticamente, dependendo do tipo de arquivo, tamanho ou situação, sem você precisar ficar dizendo toda hora.
5- Inteligência de domínio específico — A skill carrega conhecimento especializado, como regras de compliance ou verificações de segurança, que o Claude não saberia por conta própria.
Armadilhas que o guia destaca:
Descrições vagas tipo “Ajuda com projetos” que nunca são ativadas. Instruções importantes perdidas no meio de textões enormes. Nenhum plano B quando uma chamada de ferramenta falha. Uma skill tentando fazer coisa demais.
E aqui vai o ponto mais importante de tudo:
IA não precisa ser genérica em toda conversa. Dá pra ela um conhecimento focado nos fluxos que você realmente repete, e ela deixa de ser um chatbot e passa a ser uma peça de verdade no jeito como você trabalha.
Acesse o guia aqui:
The Complete Guide to Building Skills for Claude
David Matos
